domingo, 21 de março de 2010

devolvo-te a pergunta



acho que te esperava... aprendendo com os novos dias...
já chorei muito ... pássaros voam

e eu vendo mulheres nuas,
mexendo com programas, sendo fútil,
sou fútil,
um escorpião sem lógica, desconexo

pergunto ao meu pau o caminho,
acho que ele pensa também

vou te "usando" para gerar palavras

Gasto meu latim
ou o nada que sei de grego...
deixemos os poetas...
os poetas são a transmutação de tudo isso
quero o quase nada

qual é a parte da sua estrada no meu caminho?
todas e nenhuma parte,
movo-me para não verter-me em vegetal,
porque chega um momento
que fica o mistério incompleto

E nessas horas o que fazer?
devolvo-te a pergunta

(eu controlo meu gozo para que gozes)
mas é só um momento

me preparo para a morte,
para a vida

converso com as com sombras,
com as minhas sombras,
com vossas sombras
e observo os pássaros,
os pássaros negros porque me remetem à noite

apenas observo,
sei que há 4 cavidades em meu coração,
4 salas, 4 camas,
um castelo que é meu corpo,
uma mulher que é você

Vivo pela poesia,
pelo sentido do grão de areia
Fico com vontade de tomar vinho,
mas sei que tenho que tenho
que tomar o remédio do sono

(edu planchêz)

Um comentário:

sil disse...

Adoro qdo faço parte das suas histórias, rs.bjs