sábado, 20 de março de 2010

AOS FILHOS DA MORTE BURRA



De que adianta o homem ter chegado à Lua, pousado em Marte...
Se não tocar na lua azul dourada que existe dentro de si...


Tavinho Paes,
comentava comigo outro dia que as pessoas não freqüentam mais os parques, não olham mais para o céu para ver rostos e animais (as múltiplas criaturas que podemos imaginar observando o movimento das nuvens)... saímos a noite apenas para beber, se drogar, fazer sexo, e não para conversar, encontrar amigos, buscar nos meandros da noite a “legião púrpura”, os tonéis das tintas mágicas da madrugada brasileira. Não! Queremos “sexo, baseado, pó e cachaça” e pronto! Somos apenas máquinas de foder, de foder o juízo dos outros. Vivemos a idade dos pit bull e das pit boas: aquele bando de sujeitos e sujeitas lotam todos os dias as academias, mas jamais abrem um livro de Artaud. Apolíneos de vitrine, homens touros, mulheres vacas holandesa que não dão nenhum leite, a não ser o magro leite da ignorância. Cansei de pessoas artificiais, quero uma bunda de verdade, não um pastel de silicone.

“-Querida Nadja 12.234.00, ligue sua webcam, vamos fazer amor, faz de conta que o mouse é meu pênis. Vamos ver... o monitor será sua vagina!”

Não há coisa melhor que o amor virtual, que o foder virtual, jamais corremos o risco de engravidar, jamais transmitiremos um vírus? Nossa, é mesmo!!! É possível que eu tenham no canal da ureter e você nas trompas de falópio alguns Trojan horse.” O sexo virtual, a vagina virtual, o pênis, o homem virtual, a mulher virtual, a merda de verdade.

“-Amore, acabei de te mandar por e-mail a foto do minha xereca, vê se num mostra pra ninguém, eu te amo meu Pentium 4.”

Colombo um dia disse que ouviu dos lábios de Galileu Galiléu que em breve veríamos seres humanos morando dentro de magníficas garrafas virtuais. Esse dia chegou e chegou pobre, sem água, sem oxigênio, alimento orgânico, poesia transcendental, pomada de cânfora...

Pobres pessoas que já não olham para os cristais do céu,
para vocês o mundo acabou, sentem-se herdeiros dos escombros de uma civilização fria que foi soterrada pelas próprias fezes. Agora, chegamos ao dilema: não sabemos qual a diferença entre um ser humano e um caminhão de bosta. Eu vos digo, que bosta não morde e nem dispara fuzis; não sei se ajuda, mas é o que posso dizer nesse momento que o dinheiro peida mais que avião da TAM.

Que tal um suquinho de petróleo radioativo? Uns bolinhos de bacalhau contaminado com a radiatividade de Angra 2 e com a caretice dessas pessoas artificiais e omissas?

‘’Canta, canta, canta minha gente, deixa tristeza pra lá, canta forte, canta alto” que vida vai piorar, que o planeta vai ficar mais quente, que vamos “morrer de sede em frente ao mar” porque não haverá mais água potável. Babacas! !!! ( me incluo nesse conjunto porque um dia acreditei no "Bom Velhinho da coca-cola").

-Sou um jornalista encapetado, que fica cutucando as feridas infeccionada só pra ver as varejeiras voejarem sobre os céus de tua cama comodista

(edu planchêz)

2 comentários:

Juh disse...

Se os olhos não tivessem lágrimas, a alma não teria arco-íris.

te amooooo Edu

sil disse...

Ainda bem que existimos e resistimos a essa triste passagem da raça humana! abçs